Morte visita Moscou.

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Morte visita Moscou.

Mensagem por Morte em Dom Set 06, 2015 8:33 pm

I'm back bithces!


I never go to sleep. But I keep waking up.


Marte é muito mais calma que a terra. Com tantos deuses gregos mortos seria estranho falar, mas eu sentava no Monte Olimpo. Não, não é a casinha de Zeus. Sim, é uma das montanhas mais altas do sistema solar. Apenas um robe preto com capuz e um anel no dedo. Era irônica a vestimenta. A personificação da morte para os humanos, tão longe e ao mesmo tempo tão perto deles.
Humanos. Criaturinhas chatas essas. Mosquitos também. Chatos demais. Deus se empenhou muito para criar coisas tão chatas como essas duas. O mesmo Deus que agora não aparecia mais. O mesmo Deus que dera as costas para suas criações. O mesmo Deus que deixou um Arcanjo sem qualquer noção de governo para cuidar das criações do pai. O mesmo Deus que um dia disse que, um dia, eu o mataria.

- Eu ainda espero o que vai ser da humanidade quando te matar. – Falei, rindo. – Talvez eles já achem que o Deus deles morreu. O que restou foi um bebê no poder. – Terminei, vomitando a última frase.

Sim, eu esperava que Miguel ouvisse aquilo. Provavelmente a arrogância tivesse tomado tanto lugar em sua cabeça que não conseguisse ouvir os próprios pensamentos. Ah, se aquele monstrinho com asas soubesse o que faz, entenderia a revolta dos que estão a sua volta.  

“Se a humanidade fosse como o pessoal de marte, ia ser bem mais fácil. Pedras não incomodam.”

Contudo, como sempre, eu voltava para a terra. Havia algo naquelas criaturas minúsculas que ainda me fazia voltar e matar algumas eu mesmo. Contudo, decidi parar em Moscou. O frio daquele local era reconfortante. Pode parecer irônico, mas o frio aquecia a Morte.
Agora, não mais o robe me cobria. Um casaco de terno grosso e negro estava sobre uma camisa branca. Calças de linho e sapatos de couro, todos na mesma cor: Preto. Por fim, sobre o casaco, um pesado sobretudo cinza de lã enganava os russos, me tornando um simples civil nas ruas.
Do bolso interno do sobretudo puxo um maço de cigarros e um isqueiro de prata. Acender o cigarro, guardar o maço e o isqueiro no bolso. Uma tragada profunda. Por fim, sentado em um banco próximo a fumaça sai de meus pulmões em um ritmo calmo e longo.

“Ninguém imagina que a morte fuma. A propaganda que fizeram de mim ainda persiste. Preciso de um pouco de propaganda.”

E então fiquei ali. Sentado e fumando. As pessoas, enfrentando o forte vento frio, cruzando a minha frente. Um caçador sempre aparecia. Um demônio, um anjo buscando proteção. Eles viriam. Eles sempre têm a morte como última saída. Quem não?

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